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Designers criam obras de arte com lixo tirado do oceano

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  • outubro 30, 2015 /
  • by acesso /
  • Artistas, Decor, Decoração, Design, Esculturas, Estilo, Inspiração, Natureza /
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A dupla do Studio Swine jogou-se ao mar. Durante oito dias, Azusa Murakami e Alexander Groves cruzaram o Oceano Atlântico a bordo de um iate de corrida de 72 pés, transformado em uma embarcação de pesquisas científicas, para retirar quilos de lixo plástico das águas. A jornada de cerca de mil milhas náuticas resultou em Gyrecraft, sua recém-lançada coleção de cinco objetos de desejo com tiragem única, moldados a partir dos resíduos coletados. 

“Nós jogávamos uma pequena rede de arrastão a fim de coletar os fragmentos miúdos de plástico, em um processo que, por ser muito demorado, adquire certo caráter precioso”, declara a dupla do Studio Swine.

Para transformar o lixo plástico, Azusa e Alexander levaram ao barco a Solar Extruder – uma maquina capaz de aquecer e fundir os pedaços de lixo com o uso da energia solar. Ali mesmo, eles realizaram as primeiras experiências. As esculturas de plástico tomaram forma em alto mar e, mais tarde, de volta à terra, elementos de metal e madeira foram adicionados à elas. 

“O plástico foi usado por nós como uma pedra preciosa, por exemplo, no interior de fechos de metal ou de madeira. Usamos madeiras recuperadas de antigas embarcações sucateadas e outros materiais do mar, como madrepérola, conchas e metais usados em instrumentos marítimos”, contam.

A dupla usa o nome da nova linha para explicar a iniciativa. Gyrecraft resulta da combinação dos termos Gyre (que se refere às correntes circulares onde a poluição plástica se concentra, no oceano) e Craft (habilidade, arte, ofício). 

As cinco peças de design foram batizadas em homenagem aos oceanos onde são encontradas as correntes em espiral que concentram resíduos plásticos: North Atlantic, North Pacific, South Atlantic, South Pacific e Indian Ocean. 

“No barco, estávamos acompanhados por dez outros profissionais de diferentes áreas, entre filósofos, ativistas ambientais e cientistas, todos interessados no lixo plástico dos oceanos.”, revelam os designers.

Eles se dividiam em três grupos, chamados de ‘times de vigia’, e alternavam as atividades (realizar alterações na rota, procurar outros navios durante a noite, etc), garantindo, assim, uma navegação bem-sucedida 24 horas por dia. “Todos os dias nós arrastávamos plástico das águas e coletávamos amostras para estudos científicos”, revelam.

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